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Telecentros devem se articular em rede

Telecentros e redes comunitárias: como avançar? Este foi o tema da segunda plenária desta quinta-feira na 7ª Oficina para Inclusão Digital que está sendo realizada na cidade de Belém.

O diretor do IPSO (Instituto de Pesquisa e Projetos Sociais e Tecnológicos), Carlos Seabra, abriu a discussão levantando a necessidade de se ter uma avaliação crítica do papel dos telecentros. Para Seabra, o telecentro precisa focar suas ações em projetos de aprendizagem e não apenas no oferecimento de cursos. De acordo com o diretor, os espaços comunitários de acesso devem se articular em rede e estar aberto a integração de novas tecnologias nestes locais como permitir o uso de celulares com o computador.

A coordenadora do projeto BH Digital, Silvana Veloso, defendeu a necessidade do envolvimento da comunidade nos projetos de inclusão digital porque o poder público não consegue fazer isto sozinho. A prefeitura do município possibilita o acesso as novas tecnologias com uma unidade móvel que passa nas comunidades mais carentes oferecendo cursos de informática, telecentros comunitários, postos de internet nos serviços básicos. Segundo Silvana Veloso, o projeto instala internet, computadores e garante a manutenção das máquinas. Para vencer a barreira de abrir os laboratórios das escolas, a prefeitura capacitou um jovem aprendiz para não só dar assistência aos alunos como ajudar os professores a usar a tecnologia didaticamente nas diversas disciplinas.

O sonho de possibilitar o acesso às tecnologias da informação e comunicação às comunidades que vivem na periferia de Santarém, no Pará, mobilizou a organização Puraqué a desenvolver um projeto de inclusão digital junto a população que vive na periferia da cidade. A iniciativa iniciou em 2000 com o oferecimento de oficinas básicas de informática e já capacitou mais de duas mil pessoas dessas comunidades. Além do telecentro que funciona na sede da organização, também foram instalados sete laboratórios de informática em escolas  do município que durante o dia oferecem ferramentas pedagógicas para os professores e alunos e à noite e finais de semana, os espaços se transformam em telecentros comunitários.
 
Fonte: http://oficina.inclusaodigital.gov.br/

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