Serpro qualifica jovens para o mercado de trabalho
2007-07-09
49 concluíram o curso de iniciação profissional em Administração de Redes e 11 o curso de Alfabetização Digital
O Projeto Escola de Fábrica – Educação no ambiente de trabalho – formou sua primeira turma de alunos que concluíram o curso de iniciação profissional em administração de redes.
Este projeto é uma iniciativa do governo federal no programa de inclusão social e digital de jovens de baixa renda por meio da formação profissional. A Escola de Fábrica do Serpro é realizada em parceria com o Ministério da Educação – MEC, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE/MEC e Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica - SETEC/MEC. O primeiro curso do Projeto foi realizado em Brasília com a parceria da Secretaria de Estado de Educação do Governo do Distrito Federal – SEEDF, Cisco do Brasil Ltda, União Educacional de Brasília – Uneb e Instituto Evaldo Lodi do Distrito Federal – IEL.
Os 60 aprendizes são ex-alunos do Centro de Ensino Médio nº 1 do Paranoá. Destes, 49 concluíram o curso de iniciação profissional em Administração de Redes e 11 o curso de Alfabetização Digital. A cerimônia de formatura foi realizada no auditório da Esaf, no fim da tarde, com a presença dos representantes dos parceiros do projeto: o diretor do Serpro Nivaldo Venancio da Cunha, Lizete Kagami, MEC; Valdir de Lima, SEEDF; Jorge Coelho, Cisco Systems; Layse de Campos, Uneb e Marlon Nascimento, IEL.
Nivaldo, diretor do Serpro, ressaltou a importância deste projeto como uma forma de inclusão social. “A partir do momento que proporcionamos inclusão digital para uma comunidade, realizamos inclusão social. E hoje, formamos mais que profissionais, formamos cidadãos construtores e responsáveis pela nova sociedade”, disse o diretor. Jorge Coelho, diretor regional da Cisco, chamou a atenção dos formandos ao afirmar que esta (a formatura) é a primeira pedra de uma longa construção. “Vocês tiveram uma oportunidade única e, agora, precisam demonstrar garra para entrar no mercado de trabalho e construírem uma carreira”, concluiu Coelho. Para Lizete, representante do MEC, as parcerias foram fundamentais na realização do Projeto Escola de Fábrica. “Sem a conjugação das partes produtivas, governo e empresas privadas, nós não estaríamos aqui e este projeto não seria realidade”, afirmou Kagami.
Teatro
Ao som de música popular brasileira, os alunos encenaram uma peça para representar o cotidiano da comunidade em que estão inseridos e as oportunidades que o projeto pôde oferecer a cada um. “Esse curso foi uma experiência maravilhosa na minha vida, me fez compreender o mundo digital e me deu convicção da profissão que devo seguir”, afirmou Flávio Inácio, 20, responsável pelo desenho do convite do evento. Para ele, foi gratificante perceber que seu desenho pôde representar o sentimento de todos os colegas. Ainda durante a cerimônia, o IEL, recente parceiro do projeto, e o Serpro assinaram um protocolo de intenções, que proporcionará aos formandos oportunidades de estágio e inserção no mercado de trabalho.
A coordenadora do projeto no Serpro, Maísa Pieroni, registrou a importância do compromisso com a formação dos alunos. “No decorrer dos trabalhos, enfrentamos diversas dificuldades e o projeto se manteve firme. Isso é uma prova de sua consistência e a relevância de seu fundamento, que é favorecer a entrada de jovens capacitados no mercado de trabalho”, explicou a coordenadora. Vera Moraes, diretora do Serpro, ressaltou a necessidade das empresas públicas se associarem às políticas de governo para construção de uma sociedade justa e igualitária.
As famílias, orgulhosas, prestigiaram seus filhos na formatura. Belarmina Neves, mãe da aluna Aline Neves, disse que o projeto mudou a vida da filha. “A Aline ficou mais responsável, melhorou muito na escola e, hoje, pensa com mais clareza sobre seu futuro profissional”. A aluna Andréa Carla, 19, conta que nunca tinha, ao menos, ligado um computador e a oportunidade cursar Administração de Redes fez com que ela conhecesse um outro mundo. “Minha maior dificuldade foi vencer o medo de errar, e os instrutores nos deram ferramentas para vencer isso e aprender tudo que podíamos”, acrescentou Carla.
Um dos instrutores, Thiago Leite, afirmou que esta foi uma experiência diferente, “estar em contato com uma nova realidade, acompanhar o crescimento dos alunos, tudo isso é muito gratificante”, disse ele. “Essa foi uma experiência ímpar para todos, muitos de nós vamos ingressar no mercado de trabalho com uma oportunidade que não teríamos, antes da Escola de Fábrica”, afirmou Eudenir Moraes, 20. As dificuldades para continuar o curso foram muitas, mas a disposição dos alunos não mudou. Silvana Silva, 19, ingressou no projeto grávida de três meses e concluiu todo o curso. Ela conta que teve a ajuda de amigas e familiares para vencer essa etapa. “Antes da Escola de Fábrica, eu não tinha a menor idéia de que profissão seguir, hoje, tenho certeza que posso ser uma administradora de redes. Foi muito difícil, enfrentar o fim da gravidez e o nascimento da Ana Carolina estudando, mas a minha certeza de que era essa a profissão da minha vida foi o que me fez continuar”, concluiu a aluna.
O curso
O curso de Administração de Redes tem carga horária de 693h e tem alto teor de complexidade, porém o índice de aproveitamento dos alunos ultrapassou 90%. Já o curso de Alfabetização Digital oferece 100 horas/aulas. Parte das aulas foram realizadas nas instalações do Serpro, parte foi ministrada na Uneb, através do laboratório da Cisco.
Além da formação, os alunos realizaram estágio curricular na Empresa e receberam qualificação complementar com treinamentos, palestras e aulas de reforço. Trabalharam conteúdos de português, matemática, lógica, informática, auto-estudo, software livre, temas transversais e oficinas de teatro, marketing pessoal e soluções em tecnologia.
O projeto já foi contemplado com o Prêmio Candango de Excelência em Recursos Humanos, na categoria Projetos Sociais.
Fonte:http://www.serpro.gov.br