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Secretário do Planejamento participa de debate sobre banda larga em Brasília

Os países que não promoverem o acesso amplo e democrático à Internet banda larga estarão excluídos do comércio internacional. A idéia foi defendia pelo secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, no dia 12 de novembro, em Brasília.

Para ele, os concorrentes não estão mais no comércio ao lado, mas há dois cliques de distância. Santanna participou na tarde do dia 12 de novembro do debate sobre banda larga e inclusão digital realizado no Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB).

Na sua avaliação, ao lado do telefone celular e do computador pessoal, a Internet está entre as grandes invenções da sociedade atual porque democratiza a autoria e a distribuição de bens. Porém, enquanto o telefone celular está presente em todas as classes sociais, já que o acesso ao dispositivo é barato e há serviços para  os diferentes níveis de renda, a Internet está concentrada nas classes A e B do Brasil.

Ele lembrou que cerca de 32 milhões de pessoas ascenderam à classe C nos últimos anos e que não há banda larga para atendê-los. Isso porque esses serviços são caros, de baixa velocidade e concentrados nas regiões de altas renda e densidade populacional. Segundo o secretário, o acesso à banda larga está ligado a quatro fatores: educação, idade, renda e região onde a pessoa mora.

Santanna disse que as grandes operadoras estão focadas nas regiões onde há alta renda e concentração populacional. Onde há renda, mas baixa concentração populacional, os pequenos provedores se encarregam de fornecer esses serviços. Nas localidades com concentração populacional  e baixa renda, há os centros pagos de acesso, pequenos provedores informais e telecentros que suprem essa carência. Mas há, para ele, os condenados a desconexão eterna que vivem no interior do país, tem baixa renda e pouca instrução.

Em função disso, Santanna defende que o Governo Federal utilize os 31 mil quilômetros de fibras ópticas já instaladas ao longo do território brasileiro pelas distribuidoras de energia elétrica para democratizar o acesso à banda larga.  “Não podemos alavancar o país utilizando métodos medievais e o Brasil tem a grande oportunidade de utilizar essa infraestrutura para poder fazer frente aos desafios do século XXI”, salientou. “Isso é fundamental para que a competição se estabeleça a preços mais baixos neste mercado.”

O Governo Federal, com a participação do Ministério do Planejamento, está trabalhando na construção de um Plano Nacional de Banda Larga que ainda aguarda apreciação do presidente Lula.

Do debate no IESB também participaram a assessora da Coordenação de Inclusão Digital da Presidência da República, Elisa Peixoto, além de representantes da Agência Nacional de telecomunicações (Anatel), do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e economistas.

Fonte: http://www.governoeletronico.gov.br

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