NavegaPará beneficia dois milhões de paraenses
O NavegaPará viabilizou, em pouco mais de dois anos, um projeto complexo para transformar dois mil quilômetros de fibra óptica em serviços públicos.
"Mudei a minha vida depois que passei a ter acesso ao computador, pois antes de conhecer o infocentro nunca tinha me identificado com um curso de informática", garantiu o jovem Maico Margalho Gonçalves, 23 anos, usuário do infocentro público do Centro Comunitário Nova Marambaia (C.C.NOMA), acrescentando que a internet lhe permite o acesso a novos conhecimentos e proporciona contato com amigos que moram longe. Ações de inclusão digital como essa são realizadas pelo NavegaPará, o maior programa de inclusão digital do Brasil, que concluiu, no primeiro semestre de 2009, a sua primeira fase, beneficiando mais de dois milhões de paraenses, por meio de acesso à internet e capacitação básica em informática.
O NavegaPará viabilizou, em pouco mais de dois anos, um projeto complexo para transformar dois mil quilômetros de fibra óptica em serviços públicos. Até agora, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Empresa de Processamento de Dados do Estado do Pará (Prodepa) e Fundação de Amparo e Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), investiu mais de R$ 40 milhões em equipamentos e obras.
O programa, pioneiro no país, inova ao combinar mais de 2 mil quilômetros de fibra óptica disponível no sistema de transmissão de energia da Eletronorte com sinais de rádio, para chegar ao usuário final (escolas, infocentros, unidades de saúde e segurança pública, entre outros). O NavegaPará já é referência nacional, pois o seu modelo começa a ser adotado por outros Estados. O programa também é a base para a constituição, já em estudo, de uma rede pública amazônica de comunicação.
No total, o NavegaPará já conectou mais de mil pontos - dentre eles escolas, unidades de saúde, segurança e administração - em 15 Cidades Digitais (Abaetetuba, Barcarena, Belém, Marituba, Marabá, Santarém, Santa Maria do Pará, Tailândia, Tucuruí, Uruará, Pacajá, Jacundá, Itaituba, Altamira e Rurópolis), por meio dos infocentros (espaços públicos de acesso à internet) e pontos de acesso livre, como orlas e praças.
Além disso, mais de 4,8 mil certificados de capacitação em tecnologia da informação foram entregues aos usuários dos infocentros, que hoje somam 40. Nestes espaços, os cidadãos aprendem a manusear o computador, acessam a internet e também participam de oficinas comunitárias de comunicação como, por exemplo, de rádio e TV.
Outros grandes projetos também foram lançados, a partir da infraestrutura do programa, como o NavegaFone (utiliza a tecnologia VoIP - voz sobre Internet - para reduzir custos em ligações entre os órgãos), NavegaTV (a televisão sobre internet que transmite os eventos pela web em tempo real), ParaRádio (projeto de rádio pela internet que funciona como um canal de inclusão social dentro das comunidades) e NaveTube (site de divulgação dos videos produzidos pelos infocentristas e alunos das escolas conectadas pelo NavegaPará).
Segunda fase - O programa já começou a montar a infraestrutura para mais 46 cidades digitais paraenses, localizadas no Nordeste do Estado, que fazem parte da sua segunda fase, com conclusão prevista para o final de 2010. Estas Cidades Digitais também consistem na instalação de redes sem fio banda larga ou pequenas redes de fibra óptica, que baixarão, no interior do Estado, o sinal de Internet, viabilizando ações como telemedicina, tele-educação e segurança pública, além da interligação nos municípios atendidos de todos os órgãos governamentais.
No total, serão 61 Cidades Digitais no Estado e cerca de 300 infocentros, os quais ainda irão possibilitar ao interior a chamada governança eletrônica (serviços públicos pela internet, como consultas sobre documentos e inscrição em concursos).
"Enquanto plataforma tecnológica, o NavegaPará permite o desenvolvimento de novas ações e parcerias, como cursos de capacitação ou desenvolvimento de programas na área da informática. Nas Cidades Digitais podem-se também desenvolver novos negócios, como parcerias com provedores e disponibilização do sinal para toda a população, e também ações como a montagem, por exemplo, de exibição pública de filmes a partir da internet. Qualquer pessoa pode montar um projeto com fim social que tenha como base a plataforma tecnológica do NavegaPará e, assim, tornar-se parceiro do programa", concluiu Maurílio Monteiro, titular da Sedect.
Fonte: http://www.agenciapara.com.br
