Ministério das Comunicações vai unificar rede de formação de monitores de telecentros
Será criada uma rede única de programas de formação de monitores para telecentros.
O objetivo da Secretaria de Inclusão Digital é reunir em uma só
política pública as ações que já existem hoje para treinar agentes
comunitários que possam atuar como multiplicadores de conhecimentos do
mundo digital. Por isso, a secretária Lygia Pupatto vai fazer uma série
de viagens pelos telecentros do país.
Até o início do ano,
havia três redes de formação de monitores para telecentros. Uma delas
era ligada ao programa Gesac, iniciativa do Ministério das Comunicações
para levar a banda larga gratuita a pontos de presença no país,
principalmente áreas remotas, comunidades quilombolas e aldeias
indígenas. A outra rede de formação era voltada para monitores de
telecentros comunitários, espalhados por quatro mil locais em
municípios brasileiros. E a terceira fazia parte do programa
Telecentros.BR, que, antes, ficava a cargo do Ministério do
Planejamento.
Agora, de acordo com a secretária Lygia Pupatto, a
proposta é aproveitar a rede nacional do Telecentros.BR e juntar a ela
as experiências dos outros dois programas de formação. “Com a criação
da Secretaria de Inclusão Digital, não faz mais sentido ter programas
dispersos. Queremos concentrar todos os esforços em uma única política
de formação para que a orientação seja uma só”, ressalta a secretária.
Isso
significa que os programas antigos vão passar a funcionar de acordo
com a formação de monitores da rede nacional que começou a operar em
fevereiro deste ano. Nessa rede, há 1.200 monitores cadastrados em
processo de formação. As aulas do programa de capacitação são divididas
em 480 horas em oito polos espalhados pelo país.
O curso de
formação da rede nacional que começou a funcionar em fevereiro dura 12
meses. Os jovens são capacitados a usar as tecnologias da informação e
ensiná-las a outros integrantes da comunidade que usem os telecentros.
“O propósito é que esses pontos não sejam apenas locais de
alfabetização digital, mas também espaços de cidadania”, reforça a
secretária de Inclusão Digital do MiniCom. Para se tornar um monitor, é
preciso ser estudante ou ter concluído o Ensino Médio, ter entre 16 e
29 anos, fazer parte de família de baixa renda e morar na comunidade
onde o telecentro está localizado.
Fonte: www.mc.gov.br
