Fisl11 encerra com 7.511 inscritos e mais de 500 atividades
Cerimônia de encerramento teve sorteios e a premiação da Arena de Programação do fórum.
Depois de quatro dias de palestras e um saldo de 7.511 inscritos, terminou na noite deste sábado a 11a edição do Fórum Internacional Software Livre no Centro de Eventos da PUCRS. A cerimônia de encerramento teve sorteios e a premiação da Arena de Programação do fórum. Também foram anunciados os números do evento, que em 2010 reuniu 79 caravanas, 40 grupos de usuários e 250 expositores para mais de 500 atividades.
Na noite de sábado, os participantes ainda assistiam às palestras, passeavam entre os estandes já desmontados, tiravam fotos com os mascotes Tux e Gnu e se despediam das pessoas que conheceram no fórum. Os amigos uruguaios Ignacio Nin e Martin Loy, que participaram pela primeira vez do fisl em 2010, saíram impressionados da Pucrs.
- Passar quatro dias falando sobre software livre em um evento como esse é algo impensável no Uruguai- disse Loy, que trabalha como desenvolvedor de sites em Montevidéu.
- Impressiona a quantidade e a variedade do conteúdo apresentado. Não esperava tanta gente e tantas companhias importantes e órgãos de governo. Pensei que era um evento mais local- completa o conterrâneo Nin, consultor de gestão de plataformas de bancos de dados, acrescentando que os dois chegaram a assistir a cerca de 20 palestras cada um.
Os estudantes de Ciência da Computação da Universidade Federal de Goiás, Kássio Borges de Melo e Rafael Teixeira Duarte tiveram avaliações diferentes sobre o fórum. Enquanto Kássio, que participou do fisl pela primeira vez, criticou a quantidade e o tamanho dos estandes ocupados por empresas em relação à participação da comunidade do software livre, Rafael, que já havia participado de outros dois fóruns, destacou a estrutura mais enxuta do fisl11, que lhe permitiu assistir a todas as palestras que desejava. Segundo ele, no ano passado faltou lugar para algumas atividades por conta da quantidade de pessoas circulando pela Pucrs. Os dois concordam, no entanto, na vontade de voltar ao fisl no futuro e passar mais tempo na Capital.
- Queria ter feito mais coisas, mas foi bom. Ano que vem chego uma semana antes- brincou Kássio.
De acordo com o coordenador do fórum Ricardo Fritsch, o saldo foi positivo. Sobre a redução no número de participantes em relação ao ano passado, quando cerca de 8,5 mil pessoas estiveram no fisl, Fritsch destaca que em 2009, o evento chegou a extrapolar a capacidade do Centro de Eventos da Pucrs. Para este ano, a organização preferiu investir mais na qualidade da grade de palestras do que na atração da maior quantidade possível de inscritos.
- Ano passado o fisl10 foi um marco de crescimento e fechou a primeira década do fórum. Este ano é o primeiro ano da nova década do fisl. Conseguimos algumas inovações importantes- destaca Fritsh, citando as discussões sobre cloud computing, a relação entre cultura e tecnologia, o direito autoral, o marco civil da Internet e as ferramentas de inclusão digital na educação.
De acordo com o coordenador, o fisl12 começa a ser projetado já neste domingo. Uma das melhorias para 2011, segundo ele, é a tentativa de buscar informações junto aos participantes sobre quais atividades atraem maior interesse para garantir espaços adequados e evitar que alguns inscritos fiquem de fora de palestras e workshops por falta de espaço.
FONTE: http://inclusao.ibict.br/
