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Evento consolida a Cultura Digital como ação estratégica do MinC

A importância da ação Cultura Digital para a articulação das redes sociais e integração de políticas públicas foi tema de reflexão durante o I Encontro de Bolsistas da Ação Cultura Digital, de 10 a 13 de março, em Brasília.

O evento reuniu a equipe de 26 bolsistas que vão desenvolver o projeto de pesquisa Integração de Políticas de Inclusão Digital: Ação Cultura Digital do Programa Cultura Viva e Projeto Casa Brasil. Também passaram pelo encontro secretários do Ministério da Cultura (MinC), estudiosos e especialistas na área de comunicação web.

O projeto surgiu a partir da parceria firmada entre o MinC e o Ministério de Ciências e Tecnologias (MCT). Por meio de aditivo de bolsas ao projeto Casa Brasil, do MCT, foi possível a formação das equipes para acompanhamento do Cultura Digital e unidades Casa Brasil, além do mapeamento das redes. O custeio das bolsas ficou a cargo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O início do evento foi dedicado à apresentação do contexto da construção de uma política de cultura digital no MinC, convergência de programas, projetos e perspectivas futuras. O secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC, Célio Turino, destacou a nova dimensão que as relações entre os Pontos de Cultura tomaram a partir da cultura digital.

“O software livre juntou mundos, como o dos mestres griôs e dos jovens. O kit multimídia, comum a todos os Pontos de Cultura, permite a troca de experiências, o que é fundamental para o trabalho em rede”, disse ele. Turino ainda citou o caso dos Pontões de Cultura Digital, que têm a função, dentro da rede de Pontos, de capacitar, articular e difundir informação e conhecimento.

Contato real e virtual
Um dos bolsistas contemplados no projeto é Uirá Porã, representante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura no Ceará e que ficará responsável pela articulação da região Nordeste. Segundo ele, a iniciativa de fortalecer a rede de Pontos e permitir uma aproximação com os outros programas do Governo Federal de inclusão digital é um avanço. “Em muitos casos, os Pontos não dialogam pessoalmente, com isso, permitimos este contato virtualmente, através de blogues e redes sociais”, explicou.

“Há várias iniciativas de inclusão digital dentro do Governo Federal e não há qualquer diálogo. Vamos fazer o contato com eles, há projetos no Ministério das Comunicações, no Banco do Brasil e mesmo nos governos estaduais. Será muito bom chamar para conversa”, reforçou o bolsista Marcelo Jorge Vieira, formado em ciência da computação e que ocupará a função de coordenação e desenvolvimento dos bolsistas da CNPq.

Divisão de tarefas
Os bolsistas selecionados foram divididos em três equipes: Articuladores Regionais, com bolsa de Técnico de Instrução Continuada (TICs), Equipe Nacional Estratégica – com bolsas de Técnico de Capacitação e Técnicos Especializados em Software (TES) e Coordenação Nacional, responsável pelo acompanhamento da ação Cultura Digital, convergência de políticas de inclusão digital e mapeamento de redes colaborativas.

Cláudio Prado, investigador na área de cultura digital da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), parceira da iniciativa, lembrou que o início da discussão sobre cultura digital no MinC começou em 2003 sem qualquer sistematização. “Na época, demos o pontapé inicial. Se tivéssemos esperado sistematizá-la, não teríamos concebido um projeto real como estamos fazendo agora”. Ele acrescentou que muitos métodos de hoje não refletem a realidade e que é preciso estar aberto às novas tendências.

Rede forte e comunicativa
O gerente de informações estratégicas do MinC, José Murilo, que já implementa projetos web há dez anos na Esplanada dos Ministérios, explicou que a proposta de unificar as produções de conteúdo digital dos Pontos de Cultura é um grande passo para o fortalecimento da rede. “A gente sabe que existe um material que vem sendo produzido, mas estão na rede completamente isolados e sem conexão. Será interessante integrar essas ações em uma rede social de aprendizado distribuído”, enfatizou.

O secretário de Identidade e Diversidade Cultural (SID), Américo Córdula, fez uma apresentação aos bolsistas sobre o resultado das ações da secretaria e informou que foi criado um centro de cultura digital dentro da SID. Já Mônica Monteiro, gerente da Secretaria de Articulação Institucional (SAI), apresentou as ações do Programa Mais Cultura.

Fonte: http://www.cultura.gov.br/cultura_viva/

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