Encontro de unidades do Casa Brasil de Minas Gerais e Espírito Santo reuniu cerca de 50 pessoas
Evento reuniu parceiros, bolsistas e representantes das comunidades das sete unidades dos dois estados.
Cerca de 50 pessoas entre bolsistas, parceiros, representantes das comunidade e convidados participaram do I Encontro Regional das unidades Casa Brasil de Minas Gerais e Espirito Santo. Realizado na Escola Sindical 7 de outubro, em Belo Horizonte, o evento tinha como objetivos: consolidar uma rede de articulação, ampliar a formação dos agentes, aprimorar instrumentos de gestão, planejamento e avaliação das atividades, compartilhar experiências metodológicas de cada módulo, preparar as unidades para a implementação dos Estúdios multimídia e levantar os desafios, dificuldades e conquistas das unidades. Dos 35 bolsistas das unidades, 32 estiveram presentes.
Na programação, palestras, oficinas e grupos de trabalho envolveram os participantes em atividades que duraram três turnos. Entre os eixos, foram debatidos com convidados os temas “Desafios e potencialidades do projeto Casa Brasil”, “Sociedade e Opressão”, além de "Gestão e Participação Popular", em que foi destacada a importância do Conselho Gestor para o projeto. Também foram realizadas oficinas de ferramentas colaborativas, contação de história, produção multimídia, comunicação estratégica e segurança de rede.
Na opinião dos participantes, um dos aspectos mais positivos do Encontro foi a reunião por módulos, que identificou pontos fortes e fracos para definição de um planejamento para o segundo semestre. No âmbito da coordenação de unidade, os principais desafios colocados foram a sustentabilidade, a implantação do Conselho Gestor, entre outras ações como a elaboração de um plano de comunicação e a realização de uma oficina de elaboração de projetos.
Os bolsistas do Telecentro destacaram a formação técnica, a manutenção dos equipamentos e a compra de um servidor para solucionar o problema da lentidão como desafios a serem enfrentados. Eles consideraram importante ter atividades voltadas para usuários, como prevenção e conscientizações do uso das cadeiras, oficinas sobre ferramentas colaborativas e atividades de acesso livre temáticas. A aquisição de mais softwares e jogos educativos e a criação de blogs das unidades também foram pontuadas como ações importantes.
A geração de recursos para a sustentabilidade da casa e a economia solidária como linha estratégica foram eixos chave para o planejamento do Laboratório de Montagem e Manutenção de Computadores, também conhecido como Metarreciclagem. A continuidade de oficinas mais técnicas e para desmistificação das tecnologias e conhecimento sobre hardware e a criação de novos telecentros a partir das máquinas recuperadas no laboratório também estão previstas. Outra ação prevista foi o intercâmbio permanente de de idéias, projetos e equipamentos entre os bolsistas. A parte técnica também foi citada, prevendo capacitação dos bolsistas e maior autonomia para abrir as máquinas. Por fim, foi destacada a importância e colocar a arte como atividade no Laboratório e incentivar a apropriação do módulo pela comunidade.
Os desafios da sala de leitura são de popularizar o espaço. Para isso houve a idéia de realizar oficinas entre pais e filhos, aulas de artesanato, reciclagem e economia solidária, além de diversificar os emprestimos, disponibilizando videos. Aumentar o acervo também foi colocado como tarefa e para isso foi debatido a importância de realizar campanha de doações de livro junto a escolas e procurar editoras que possuam a prática de doação. Como último ponto foi citada a necessidade de conservação do acervo, vítima da poeira e umidade, por meio de capas de proteção e de materiais de conscientização sobre a importância de cuidar dos livros.
Os coordenadores do Laboratório Multimídia aproveitaram para levantar dúvidas e planejar a capacitação, já que os equipamentos do módulo ainda estão em fase de aquisição. Um dos pontos debatidos foi a necessidade de se integrar a outras iniciativas de produção multimídia, criando espaços para dar visibilidade às produções das unidades. O espaço do auditório também ganhou especial atenção na proposta de transformá-lo em cineclube. Para aumentar o acervo, o grupo sugeriu que fosse feito o contato com a Programadora Brasil, do Ministério da Cultura, que vende produções audiovisuais.
No geral, a avaliação final do evento pelos bolsistas foi bastante positiva, com destaque para os grupos de trabalho por módulos. Houve reivindicação por mais oficinas técnicas, com foco em ferramentas livres. Eric da Silva, coordenador multimídia da unidade Casa Brasil de Nova Contagem disse que “estava muito ansioso para socializar e trocar experiências”, mas o encontro superou suas expectativas. “Foi muito além do que eu pensava. A partir de terça-feira vai ser um outro tipo de trabalho que vamos realizar lá na unidade”. Naraiane Rodrigues, também achou bastante produtivo. “Tive uma outra visão do projeto. Uma experiência para absorver muito conhecimento”.
Fonte: http://www.casabrasil.gov.br
