Política pública de inclusão digital deve ser coordenada
2007-08-15
Segundo o assessor especial da Presidência, Cézar Alvarez, as principais estratégias em curso são o barateamento de equipamentos para acesso doméstico, e o investimento em escolas públicas e telecentros, com foco na capacitação
Alvarez, que assumiu a coordenação das ações do governo na área de inclusão digital no primeiro semestre deste ano, afirma que há desigualdade na distribuição de telecentros pelo país.
“O que falta é diálogo entre essas iniciativas para que elas produzam mais aproveitamento. Por exemplo, tem regiões com mais mobilização e mais peso que acabam tendo dois ou mais centros, e em uma outra região que não tem essa mobilização, a quantidade é zero. A distribuição dos telecentros precisar ser organizada”.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2005, retomados por estudo da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) divulgado recentemente, mostram que 21,1% da população brasileira com idade a partir de 10 anos teve acesso à rede nos três meses anteriores à Pnad, em qualquer local, naquele ano.
Alvarez admite que ainda é baixo o índice da população com acesso à internet, principalmente no caso da população de baixa renda, mas diz haver uma expansão do acesso. “Os dados da pesquisa são de 2005. Ainda não havia o boom das vendas do programa Computador para Todos”.
Segundo a assessoria de imprensa da Presidência da República, houve um aumento de 46% na venda de computadores em 2006 na comparação com 2005. Ao todo, foram comercializadas 8,2 milhões de unidades, das quais 84% estavam dentro do limite de preço (R$ 2,4 mil) estabelecido pela chamada MP do Bem, a Medida Provisória que estabelece benefícios fiscais.
“Na desigualdade de renda do país, mesmo com o equipamento mais barato, há setores da classe C,D e E - que são 70% dos brasileiros - que nunca vão ter renda para comprar um computador, mesmo barato”, afirmou Alvarez. Nesses casos, ele disse que a estratégia do governo é investir nos laboratórios nas escolas, em telecentros, e na capacitação de professores e participantes dos projetos de inclusão digital.
Com informações da Agência Brasil.