Carta do Seminário Nacional de Inclusão Digital do Campus Party
Militantes de projetos de inclusão digital elaboram carta para ser encaminhada ao Observatório Nacional de Inclusão Digital e demais esferas governamentais e públicas propondo ações de sustentabilidade à projetos de inclusão digital.
Nós, representantes de Projetos de Inclusão Digital de diversas regiões do Brasil, presentes no Campus Party 2008, consolidamos as seguintes considerações a serem enviadas ao Observatório Nacional de Inclusão Digital, bem como a todas as esferas governamentais e ao público em geral, com vistas a propor ações para a sustentabilidade política, econômica, técnica e ambiental dosprojetos.
Sustentabilidade Política
- Necessidade de uma gestão articulada nos projetos de inclusão digital do país.
- compartilhar a gestão dos projetos de inclusão digital com os conselhos gestores da comunidade, educadores, monitores, coordenadores e usuários utilizando instrumentos de avaliação permante para qualificar as acões dos projetos de incluão digital;
- Necessidade de comunicação e articulação permanente entre os vários projetos de inclusão digital;
- Necessidade de capacitação continuada para coordenadores, monitores, educadores,
conselhos gestores e lideranças que atuam nos projetos de inclusão digital, identificando
novas necessidades e se preparando para atendê-las.
- Sustentabilidade Econômica
- Busca de financiamento para custeio dos projetos de inclusão digital, em especial do custeio dos agentes que atuam nos projetos (Transporte, Alimentação, Capacitação), usando instrumentos como relatorios de atividades e atendimento na busca das fontes de financiamento.
Sustentabilidade Ambiental
- Busca de projetos de redirecionamento de equipamentos para reutilização em projetos
sociais.
- Orientação para descarte final de equipamentos sem prejuízo para o meio ambiente.
Sustentabilidade Técnica
- Captação de equipamentos e peças de reposição para:
- Criação de novos projetos de inclusão digital
- Ampliação dos projetos de inclusão digital já existentes
- Manutenção da qualidade de atendimento
- Busca de soluções livres para gerenciamento, manutenção e desenvolvimento de atividades
de inclusão digital.
- Buscar a garantia de democratização do acesso a Banda Larga nos projetos de inclusão digital;
- Buscar financiamento para aquisição de equipamentos, softwares e periféricos para portadores de necessidades especiais, com capacitação específica para este tipo de atendimento;
- Formação de uma rede de Técnicos capacitados para atuar dentro dos projetos de inclusão digital (Software / Hardware).
Proposta Principal
- Articulação de coordenações nas várias redes de projetos de inclusão digital, buscando uma articulação regional, que venha resultar na criação de uma instituição nacional que possa representar e intermediar a relação dos projetos de inclusão digital com Governos e entidades, na busca de soluções e recursos.
Ações imediatas:
- Criação da Lista de Discursão Unificada dos projetos de inclusão digital de todo o país presentes no Campus Party, formando uma Rede articulada para troca de Informações e experiências, capacitação e formação, usando as ferramentas necessárias através do Portal Telecentros de Inclusão
Digital (www.tid.org.br);
- Promover a adesão de outros projetos de inclusão digital a esta rede.
O debate ocorrido no Seminário Nacional de Inclusão Digital concluiu que as considerações acima dão conta de garantir a permanencia e a amplitude dos projetos de inclusão digital acreditando que os mesmos devam ter como indagação constante:
Qual é a expectativa de atuação dos projetos de inclusão digital do país para o futuro, o que nos diferencia e o que garante o acesso livre e democrático da população às tecnologias de informação e comunicação.
São Paulo, 16 de fevereiro de 2008.
Fonte: http://www.tid.org.br
