Bahia planeja 1000 Centros de Cidadania Digital até dezembro
A partir do dia 24 de julho, os mais de 500 estudantes passaram a contar com um Centro Digital de Cidadania Especial (CDC), em Ondina.
Dentro do espaço onde já estudam e desenvolvem diversas atividades. A unidade do programa Cidadania Digital também vai atender à comunidade próxima, que vai poder ter acesso gratuito a computadores. Para o coordenador de educação especial da Bahia, João Prazeres, a ferramenta também vai contribuir para aproximar a sociedade das pessoas que têm algum tipo de deficiência. “Ações como estas ajudam a quebrar o preconceito e também são fundamentais para a inclusão social. Temos livros em áudio, para pessoas com deficiência visual, além de teclados e mouses adaptados para quem teve paralisia cerebral. São formas de dar acesso ao mundo digital”, avalia.
O Ceeba já promove cursos profissionalizantes, como na área de panificação. A participação das mães, que começam a organizar uma cooperativa, também vai ser reforçada com o CDC. “É mais um instrumento de formação e pesquisa para nossas oficinas. Além disso, os professores também vão poder incluir a informática no plano de aulas”, conta a diretora da unidade de ensino, Alzira Gomes.
"Queremos levar os computadores e a internet ao maior número de baianos, da maior variedade possível a grupos que pertençam. Temos que ver a inclusão digital como uma política global e é uma grande felicidade ajudar a incluir socialmente através da informáticas estas pessoas tão especiais", comemora a coordenadora executiva do programa na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Rúbia Carvalho. Este foi o 706º CDC a entrar em funcionamento na Bahia, mas até o fim do ano serão mais de mil.
O Cidadania Digital tem como foco a inclusão sociodigital e, para isso, foram implementadas ações de capacitação, cidadania e novas possibilidades de renda para as comunidades envolvidas. “Além de fomentar o uso dos CDCs existentes pela população, estamos ampliando a rede de centros, contemplando bairros periféricos, assentamentos rurais, comunidades de quilombolas, afro-descendentes e indígenas”, relata o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ildes Ferreira.
Cada CDC é equipado com dez computadores, impressora e internet banda larga. O principal público beneficiado pelo Programa de Inclusão Sociodigital é de baixa renda. Dados do Sistema de Cadastro do Cidadão apontam que quase 90% dos usuários têm renda familiar de até dois salários mínimos. O sistema de cadastro também revela que os jovens são o público prioritário do Cidadania Digital: 67% dos usuários têm até 21 anos de idade e 93% do público freqüenta escola pública.
Fonte: http://www.convergenciadigital.com.br
