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Acessibilidade: uma preocupação da rede Casa Brasil

Na informática, no atendimento e na arquitetura das unidades a acessibilidade de pessoas com necessidades especiais é uma questão que sempre permeia as ações da rede Casa Brasil.

A proposta é modificar a visão assistencialista e atuar na transformação de paradigmas referentes à pessoa com deficiência.

Uma das unidades da rede Casa Brasil no Distrito Federal, por exemplo, é uma parceria com a Associação de Apoio aos Portadores de Necessidades Especiais - Adapte DF. Um dos principais públicos frequentadores da unidade são cadeirantes, mas não só. Em 2007, foi feita uma pesquisa de aplicativos que podem ser usados na plataforma LINUX. Chegou-se à necessidade de um software capaz de ler textos e notícias para uso de deficientes visuais.

Neste sentido, dia 1 de julho, foi apresentado para a equipe de tecnologia e desenvolvimento de Brasília o sistema operacional Alice, para pessoas com ou sem necessidades especiais. A demonstração foi feita por Cleiton Lobato, que começou a desenvolver o sistema quando sua filha perdeu a visão. A reunião foi marcada a partir do testemunho sobre o desempenho do software da coordenadora do telecentro - que tem baixa visão - do Casa Brasil de Vitória (ES). O encaminhamento tornará os telecentros das unidades da rede Casa Brasil acessíveis, utilizando o Alice, quando ele já estiver disponível para uso.

Ainda em julho, a rede Casa Brasil, em parceria com Serpro, lançará um cadastro de usuários de telecentros. Uma das perguntas básicas do sistema é sobre as necessidades especiais da pessoa que está se cadastrando. Assim, será possível detectar quantas pessoas com habilidades especiais estamos atendendo nos telecentros das unidades, quais são suas necessidades, quais ações devemos executar, onde e para quem.

Na unidade do Jardim das Acacias, em Campo Grande (MS), a coordenadora do telecentro, Regiane Ramos, fez um curso com 40 horas de duração sobre suporte pedagógico, neurolinguístico, de diagnóstico e principalmente da inserção do deficiente visual na sociedade a que pertence, claro que com suas diferenças, mas como cidadão comum. "O deficiente visual vê com olhos do toque, do aprimoramento tátil, da doçura de cada movimento. Isto os torna altamentes facilitadores do meio em que vivem. [...] Aprendi durante o curso a usar todo material de reglete que no caso vem ser o material utilizado na alfabetização.  Cabe a mim, Regiane Ramos, coordenadora do telecentro, manifestar meu total respeito pelos deficientes visuais. Eles conseguem nos passar que limitações somos nós que criamos".

Vale lembrar que em dezembro de 2008, a unidade Petrópolis em Manaus (AM), entregou o certificado do curso de informática básica a uma aluna especial: Larissa de Souza Aguiar, de 12 anos. Com 100% de deficiência auditiva, ela concluiu o curso de informática básica. "A vontade que ela tem de aprender encantou a todos", revela o coordenador da unidade, Osmar Santos.  A mãe de Larissa, Regina Costa, fala sobre a importância da filha ter concluído o curso: "foi gratificante para a minha filha ter feito informática básica. Quando a matriculei pedi ao instrutor para que não a tratasse de forma diferenciada e assim foi feito. Larissa realmente aprendeu com as aulas", conta orgulhosa a mãe da menina.

A rede Casa Brasil, além de dicas sobre o mobiliário e o atendimento, orienta que as reformas e ampliação das edificações das unidades atendam às pessoas com necessidades especiais. A acessibilidade é a condição para utilização com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos e das edificações por pessoas com necessidades especiais ou com mobilidade reduzida.


Fonte: http://www.casabrasil.gov.br

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