Gesac realiza formação em parceria com Festa Literária em Paraty (RJ)
2006-08-04
O II Encontro para Formação de Multiplicadores em Inclusão Digital do Programa GESAC se realiza de 07 a 12 de agosto, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro e a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP).
A iniciativa acontece no Colégio Estadual Eng. Mário Moura Brasil do Amaral, e tem como objetivos formar multiplicadores em inclusão digital, que possam atuar na cidade como agentes de mobilização social, desenvolver os meios de comunicação comunitária na cidade, introduzir conceitos de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) para a comunidade envolvida no processo e ainda iniciar a parceria GESAC/Flip, tornando a literatura mais uma forma de aproximação com o mundo digital.
Além das oficinas práticas que envolvem os serviços GESAC, jornal e rádio para a web e outras atividades, a dupla de implementadores sociais da região, Gabriela David e Floriano Araújo, coordenados por Valéria Mendonça, do Relacionamento com as Comunidades do GESAC, também discutirão temas como inclusão digital e social, TIC’s e comunicação comunitária.
A proposta de participação do GESAC, programa do Ministério das Comunicações, na Festa Literária é a de apresentar os resultados de uma capacitação com 20 jovens do ensino médio da cidade, que participarão de oficinas em inclusão digital e ferramentas de comunicação na semana do evento. As aulas acontecerão nos três dias que antecedem a Flip, 7, 8 e 9 de agosto (segunda, terça e quarta-feira, respectivamente). Assim, dia 10 de agosto (quinta-feira), eles estariam aptos a começar o desenvolvimento do que aprenderam, trabalhando a prática das ferramentas nos outros 3 dias de evento. “A atuação desses alunos acontecerá, principalmente, durante as atividades da Flipinha, que é montada na praça em frente ao CEMBRA, onde é montada a tenda de atividades infanto-juvenis”, destaca Gabriela.
A FLIP
Desde 2003 a cidade de Paraty sedia a Flip, que na última edição atraiu mais de 20 mil participantes, entre moradores da cidade e turistas. O evento promove mesas de discussões, debates e palestras com autores reconhecidos, permitindo a interação entre público leitor e escritores, que também trocam idéias entre si. Em sua primeira edição, as atividades se restringiam à Casa de Cultura da cidade, comportando cerca de cem pessoas, mas o sucesso foi tanto que, nas últimas duas edições foram montadas tendas nas principais vias do Centro Histórico e, mesmo assim, todos os horários tiveram lotação máxima dentro e fora dos auditórios.
Além da tenda principal, que tem os ingressos esgotados sempre antecipadamente, a Flip também oferece um telão ao ar livre onde todos os que não conseguiram entrar podem acompanhar o que acontece lá dentro. Há também atividades paralelas, como a Flipinha, que é destinada exclusivamente aos leitores infanto-juvenis. A Flipinha acontece a poucos metros da tenda principal e seu grande diferencial é que, apesar de muitas vezes receber os mesmos autores, a tenda fica aberta ao público, sem cobrança de ingressos. Na tenda da Flipinha as atividades são totalmente voltadas para as crianças e acontecem lá, não só debates, como também oficinas diversas.